ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA

SANTO EVARISTO

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SANTO EVARISTO

Papa e Mártir

Comemoração

DEVOÇÃO AOS PAPAS – Ao dar aos Santos Papas a sua Missa própria e ao indicar para a referida Missa o Prefácio dos Apóstolos, Sua Santidade o Papa Pio XII quis recordar aos fiéis a devoção especial que devem ter por aqueles a quem Deus uma vez se dignou confiar a sua Igreja.

Não devemos esquecer a gratidão que devemos aos distantes antecessores, a todos os Papas e, sobretudo, àqueles a quem a Igreja honra com um culto especial pela sua santidade e por vezes pelo seu martírio.

É uma honra singular para um homem ser elevado à Cátedra de São Pedro; é, acima de tudo, um peso esmagador aceitar o cuidado de todas as Igrejas do mundo; a responsabilidade de levar a Deus as almas de todos os homens que vivem na terra é terrível. Aceitar este fardo implicava por vezes, de forma infalível, aceitar antecipadamente o martírio. É, pelo menos, aceitar a dor e o sacrifício e, apesar do cúmulo dessa dignidade, “tornar-se servo dos servos de Deus”.

Para que, se devemos celebrar e amar todos os Santos, saibamos dar preferência e professar uma devoção especial aos Santos Papas que a Igreja propõe para o nosso culto, hoje em particular, saibamos honrar aquele que governou a Igreja nos dias em que morreu o último Apóstolo; ele, por assim dizer, preparou-a para empreender a longa peregrinação que não terminará até o último dia. A fé e a confiança de Evaristo logo conquistaram à Igreja as graças de que necessitava, que nunca lhe faltaram no decorrer da sua história.

VIDA – Santo Evaristo, um dos primeiros papas (100-109), foi filho de um judeu e nasceu na Grécia. Em 96 foi para o consulado de Valente. Sucedeu a São Clemente na Sé romana durante o reinado de Trajano. Governou a Igreja por cerca de oito anos e foi o quarto sucessor de São Pedro.

O Líber Pontificalis diz que ele dividiu a cidade de Roma em diferentes paróquias (embora alguns digam que isso não é certo) e designou aos sacerdotes uma igreja titular específica; ele também instituiu sete diáconos que deveriam acompanhar o bispo no ministério da pregação. Da mesma forma, este papa decretou que, segundo a tradição apostólica, a celebração do casamento deveria ser feita em público e diante de um sacerdote.

“Sob o imperador Trajano (109), ele regou com seu sangue o solo da Igreja de Deus” (Martirológio), e foi sepultado em 26 de outubro no Vaticano, próximo ao túmulo de São Pedro.

O Líber Pontificalis não afirma que deu seu sangue por Jesus Cristo, apenas assinala que foi enterrado junto a São Pedro no Vaticano. Porém, sempre foi honrado como mártir, assim como todos os primeiros Papas.

A divisão de Roma atribuída a este papa é a antiga divisão litúrgica que foi mantida durante séculos na diocese de Roma. Os padres das igrejas titulares exerciam as funções subordinadas do ministério e da liturgia, enquanto ao papa estavam reservadas as cerimônias mais solenes, como as festas das estações, a administração do batismo e a reconciliação dos penitentes.

ELOGIO – Foste o primeiro Pontífice a quem a Igreja foi confiada quando desapareceram os últimos que conheceram o Senhor. O mundo poderia agora dizer em certo sentido: embora tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, agora não O conhecemos mais assim. O exílio era cada vez mais absoluto para a Noiva (a Igreja); e naquela hora em que não faltavam perigos nem dores, o Esposo dignou-se encarregar-te de ensiná-la a continuar sozinha o seu caminho de fé, esperança e amor. Soubeste justificar a esperança do Homem-Deus. Vela sempre sobre Roma e sobre Igreja. Ensina-nos que é preciso saber jejuar aqui neste mundo, resignar-nos à ausência do Esposo quando Ele está escondido da nossa vista e servi-lo e amá-lo de todo o coração, de toda a alma, de todo o coração, com toda nossa força, com toda a nossa alma, enquanto este durar este mundo e agradando o Senhor enquanto estivermos aqui.

 


 

BUTLER Alban de, Vida de los Santos: vol. IV, ano 1965, pp. 208-209.

PARSCH, Pius. Testemunhas do Cristo: ano 1942, p. 466.

GUERANGER Dom Prosper, Año Litúrgico: tomo V, ano 1954, pp. 689-692.

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(Quinta-feira) 2:01 pm - 2:01 pm