ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA

SÃO CARLOS BORROMEU

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SÃO CARLOS BORROMEU

CARDEAL E ARCEBISPO DE MILÃO (1538-1584)

Bispo e Confessor, III classe

O nome Borromeo é derivado de bon romeo, palavras antigas da língua italiana que originalmente significavam bom peregrino ou peregrino de Roma, e mais tarde, simplesmente, bom peregrino.

Com essas duas palavras Bon Romeo como sobrenome, São Carlos assinava as cartas nos anos de sua juventude. Os Borromeus foram uma antiga família milanesa, que conseguiu alcançar uma posição económica e social eminente, graças às suas virtudes e aos serviços prestados ao seu país. Os reis de Espanha confiaram-lhes a custódia do Castelo de Arona, principal fortaleza do Ducado de Milão, situada às margens do Lago Maggiore, na entrada de belos vales alpinos.

Hoje, uma estátua colossal do nosso Santo pode ser vista em Arona, com vista para o lago e para o vale do baixo Ticino. E, aliás, aquele monumento ao herói mundialmente famoso, cuja memória ainda paira misteriosamente sobre a imensa planície lombarda, não é grande. Em Arona encontraremos as memórias da sua infância, mais do que nas famosas Ilhas Borromeu com os seus jardins e palácios, de cujos esplendores não tinha notícias.

Seu pai era o conde Gilberto Borromeo, homem muito cristão e muito devoto. Embora rodeado de honras, levou uma vida mais típica de frade. Todos os dias rezava o breviário e dedicava longas horas à meditação; muitas vezes usava o hábito de penitente e praticava exercícios muito austeros.

Em 1528 casou-se com Dona Margarita de Medici, uma nobre donzela descendente de família lombarda e irmã do Papa Pio IV; com os Médici de Florença ela só tinha o nome em comum. A piedade de Margarita foi semelhante à do marido; e ela tentou comunicá-la aos seus filhos com todas as suas forças.

Carlos nasceu no castelo de Arona, em 2 de outubro de 1538. Antes dele nasceram seus irmãos Frederico e Isabel. As atas do processo de canonização trazem a história de uma tradição local, segundo a qual, na noite de seu nascimento, um brilho radiante de admirável clareza iluminou os arredores do Arona cisillo, semelhante a um arco-íris. Certamente, naquela mesma hora, apareceu no firmamento da Igreja uma estrela de primeira grandeza, cujas luzes logo se irradiariam para o mundo.

PRIMEIRO CHAMADO DIVINO. ESTUDANTE

Carlos passou a infância em Arona ao lado de seus virtuosos pais. Os biógrafos o representam como uma criança calma e formal. Seu passatempo mais agradável era brincar de construir capelinhas. Sendo mais velho – diz um ex-biógrafo – ele fugia das brincadeiras e diversões infantis; gostava apenas de fazer altares e decorá-los, cantar louvores a Deus e coisas semelhantes, o que era uma indicação clara da sua vocação única.

Desde cedo o menino começou a dar sinais de vocação eclesiástica, para grande alegria e prazer dos seus virtuosos pais. Seguindo o costume da época, seu filho mais velho, Frederico, tornou-se herdeiro dos bens e dignidades do conde Gilberto. Carlos tinha que se estabelecer no século ou consagrar-se a Deus no estado eclesiástico, e optou por esta última opção ainda muito jovem. Tinha apenas oito anos quando, em 13 de outubro de 1545, recebeu a tonsura em Milão, na igreja de San Juan. Com esta cerimônia já era clérigo e tinha direito a receber os rendimentos dos benefícios eclesiásticos que lhe pudessem ser conferidos. No entanto, ele não queria nada até cinco anos depois. Seu tio paterno Júlio César Borromeu deu-lhe a abadia dos Santos Gratiniano e Felino, localizada na cidade de Arona.

Chegou o dia em que a Igreja proibiu a concessão de benefícios eclesiásticos às crianças; mas Carlos não abusou desses rendimentos; antes, reconhecendo a grave responsabilidade que pesava sobre ele, ordenou que fossem distribuídos aos pobres, nunca tolerando a utilização dos bens eclesiásticos para outros fins. “É a herança de Cristo”, disse ele, “e, portanto, dos seus pobres”. Ele também nunca usou esses rendimentos para suas necessidades pessoais.

Ele foi enviado a Milão para estudar humanidades, especialmente a língua latina. Tinha pouca inclinação para os estudos literários, pois não tinha um espírito vivo e flexível, mas sim lento e positivo. Mas, graças ao seu esforço constante, superou todas as dificuldades, de modo que, com apenas quatorze anos, pode estudar Direito na Universidade de Pavia, onde na época lecionava o famoso Francisco Alciato. Tinha apenas vinte e um anos (1559) quando foi proclamado doutor in utroque jure, em ambos os direitos. Nesta ocasião, seu professor Francisco Alciato elogiou fervorosamente o novo doutor, cujos talentos e virtudes ele conhecia bem.

– Carlos empreenderá grandes obras – disse – e brilhará como uma estrela na Igreja.

Os pais do Santo não puderam alegrar-se com os seus triunfos. Já se passaram dez anos desde a morte de sua mãe, Dona Margarita (1548), e alguns meses desde que ele perdeu seu pai, o conde Gilberto. Embora fosse o mais novo de seus irmãos, Carlos foi seu tutor e preceptor. Ordenou a sucessão de seus parentes com notável talento e conseguiu que seu irmão Frederico mantivesse o governo da cidade de Arona.

Entretanto, embora o Santo se esquecesse de si mesmo, o Senhor o tinha bem presente e preparava misteriosamente o caminho para o seu santo serviço. Logo ocorreu um acontecimento providencial que daria um rumo definitivo à vida de Carlos. Em 26 de dezembro de 1559, seu tio materno, Juan Angelo de Medici, foi eleito papa, consagrado com o nome de Pio IV, em 6 de janeiro de 1560. Houve em Roma um contento geral com esta eleição, pois se esperava que o novo Papa poria fim às intrigas que afligiram a Igreja nos últimos anos de seu antecessor Paulo IV.

Pio IV conhecia os grandes dons do seu sobrinho Carlos, por isso decidiu colocá-lo ao seu serviço e encarregá-lo da maioria do governo da Igreja. Muito em breve ele ficou feliz por ter feito tal escolha.

ASCENSÕES DE UMA ALMA

Carlos chegou a Roma em janeiro de 1560 e foi nomeado protonotário apostólico e endossante da assinatura pontifícia, posições muito honrosas para um jovem de vinte e dois anos. Além disso, e movido por inspiração divina, Pio IV admitiu seu sobrinho no Sagrado Colégio em 31 de janeiro, e conferiu-lhe o título cardeal da diaconia dos Santos Vito e Modesto.

Poucos dias depois, em 8 de fevereiro, nomeou-o administrador da Igreja de Milão. E muito mais tarde recebeu as legações de Bolonha, da Romenia e das Marcas e de várias abadias.

Com o tempo, Pio IV conferiu-lhe os cargos de arcipreste de Santa Maria Maior, penitenciário mor e protetor de diversas nações e ordens religiosas.

Estamos hoje emocionados ao ver um jovem clérigo com tantos cargos e dignidades, mas isso não admirava os contemporâneos do Santo; era o costume daquela época. É necessário reconhecer que, no que diz respeito a Carlos Borromeu, o nepotismo de Pio IV foi extremamente benéfico para a Igreja.

O Santo ainda não estava tão desapegado das honras e de seus parentes a ponto de não se interessar pelo bom nome e pela riqueza de sua família, por isso trabalhou com todas as suas forças para colocar e casar com honra seus irmãos mais velhos. Ainda não fazia um ano que estava em Roma quando casou seu irmão Frederico com Virgínia de la Rovere, filha do duque de Urbino. Todas as esperanças da família Borromeo estavam depositadas em Frederico. Aquele feliz casamento e o cargo de geral da Santa Igreja que o seu irmão Carlos lhe conseguiu, pareciam marcar o início de uma carreira muito brilhante.

A morte inesperada acabou com essas esperanças lisonjeiras. O jovem cardeal ficou profundamente angustiado; mas essa dor foi a luz da graça que iluminou a sua alma.

– Este acontecimento mais do que qualquer outro – diz o Santo – mostrou-me vividamente a nossa miséria e a verdadeira alegria da bem-aventurança eterna.

A partir daí começou a se livrar corajosamente do que entendia ser um mundano em sua vida, e começou por escolher o Padre Juan Bautista de Ribera, da Companhia de Jesus, como mestre e guia de vida espiritual, que muito o avançou e o levou a grande perfeição. Terminados os estudos de Teologia, preparou-se para a ordenação sacerdotal, que recebeu na igreja dos Santos Apóstolos no início de agosto de 1563.

NO CONCÍLIO DE TRENTO

Enquanto o seu tio, o Papa Pio IV, vivia, o jovem Cardeal Borromeo esteve muito envolvido numa infinidade de assuntos religiosos e políticos. Não é necessário mencioná-los todos aqui. É necessário, porém, pelo menos assinalar que participou do Concílio de Trento (1545-1563), cujos Atos e Catecismo escreveu. Ele também trabalhou na reforma do Breviário.

O Santo deu exemplo de obediência aos decretos do Concílio. Ele reduziu a sua própria vida e a servidão da sua casa a um grande rigor, e estava determinado a banir os abusos da própria cidade de Roma. O Senhor concedeu-lhe, na pessoa de São Filipe Néri, uma ajuda muito eficaz para a reforma do clero romano. Ambos os Santos competiram com zelo para arrebatar almas do diabo. Foi precisamente isso que São Filipe quis exprimir quando gritou a Carlos: Ladrão, ladrão!

A reforma da música religiosa decretada pelo Concílio deu origem a um episódio interessante que aqui merece ser destacado.

Naquela época havia em Roma um músico brilhante, Juan Pierluigi de Palestrina, mestre da Capela de Santa Maria Maior desde 1561. Se os decretos do Concílio tivessem sido seguidos à risca, a polifonia teria sido excluída da música sacra. Como Pio IV, que era músico, não estava disposto a uma supressão tão radical, procurou-se uma solução. Palestrina deu-o magnificamente. Compôs três Missas que foram cantadas perante uma Comissão Cardeal e despertaram grande interesse; a terceira, chamada Missa do Papa Marcelo, parecia uma obra magistral. As suas harmonias simples e profundamente religiosas ainda hoje comovem os fiéis, como comoveram Pio IV e os cardeais romanos de 1564.

Nesse mesmo ano, Carlos empreendeu a reforma da diocese de Milão.

Ainda não podendo ir pessoalmente, enviou como precursor um piedoso e muito sábio vigário geral, chamado Nicolau Ormanetto. Chamou-o a Roma para lhe dar algumas ordens, e no mês de junho enviou-o com plena jurisdição.

Até o verão do ano seguinte, o Pontífice não lhe deu permissão para se mudar para Milão, para tomar posse da sé arquiepiscopal, e para celebrar o Concílio Provincial prescrito pelos decretos do Concílio de Trento. Pio IV, desejando que Carlos percebesse o progresso da reforma católica nas regiões por onde iria passar, concedeu-lhe jurisdição de legado a latere em toda a Itália.

A primeira coisa que fez em Milão foi reunir um Concílio Provincial. Onze bispos o assistiram. O cardeal não se contentou em promulgar os decretos do Concílio de Trento, mas forneceu aos bispos alguns meios excelentes para facilitar o seu cumprimento.

Quando Pio IV morreu em 1565, Carlos regressou a Roma e participou do Conclave que deu à Igreja um Papa ilustre na pessoa do ilustre São Pio V.

ARCEBISPO DE MILÃO

O novo Pontífice deixou Carlos livre para deixar Roma. O Santo aproveitou para assumir o mais rápido possível a sua Igreja e chegou a Milão no dia 5 de abril de 1566. Agora livre dos cuidados aos quais deveria se dedicar enquanto participava do governo de toda a Igreja, doravante dedicou-se exclusivamente às obrigações do ministério pastoral. No entanto, ele continuou a irradiar sua influência por toda a Itália; assim, teve que assumir o comando de várias embaixadas perto dos principais senhores da península. Numa dessas viagens conheceu São Luís Gonzaga e deu-lhe a primeira comunhão.

Estas múltiplas ocupações e empregos, que a sua alma fervorosa abraçou sem cansaço aparente, não o impediram de dedicar especial atenção às necessidades da sua própria diocese, necessidades a cuja solução sempre se dirigiu com zelo paterno.

A Igreja de Milão precisava de reformas muito importantes. A desordem havia se introduzido entre os eclesiásticos, e os leigos não respeitavam o claustro e entravam impunemente nos conventos, de modo que as virgens do Senhor não estavam mais protegidas das seduções do século.

Tais irregularidades exigiam medidas rápidas e enérgicas para o bem das próprias pessoas escandalosas e para a exemplaridade de toda a cidade.

O santo arcebispo queria primeiro pregar pelo exemplo e sacrificar-se pelo seu rebanho. Em seu palácio episcopal viveu a vida de um anacoreta; nos últimos anos, ele conseguiu se sustentar apenas com pão e água, e até mesmo comia um sustento tão frugal apenas uma vez por dia; uma vida tão austera prejudicou-lhe a saúde, por isso o Papa Pio V ordenou-lhe que moderasse um pouco essas penitências. Vendeu os móveis luxuosos, livrou-se de suas ricas roupas e renunciou a todos os benefícios que herdou de seu tio e de seu irmão, e usou o restante de seus bens para sustentar os seminários, hospitais, escolas e socorro aos vergonhosos pobres e mendigos.

Ele parecia ter se esquecido de si mesmo para pensar apenas nas necessidades dos outros. Qualquer coisa que pudesse trazer alívio aos seus filhos espirituais imediatamente saia de suas mãos.

Com este zelo do santo arcebispo, a raiva do inimigo comum foi-se inflamando cada vez mais, e uma tarde, enquanto ele estava no seu oratório rezando com alguns familiares, um assassino entrou secretamente e disparou o arcabuz contra o prelado. A bala passou pelas roupas e atingiu a carne; mas parada como por uma mão invisível, ela caiu aos pés do Santo sem feri-lo. Os presentes levantaram-se para seguir e prender o criminoso; mas o santo cardeal conteve-os com um gesto e todos continuaram a oração como se nada tivesse acontecido: essa era a extensão da sua caridade.

Apesar dos apelos do arcebispo, a justiça não perdoou o criminoso, que sofreu na companhia dos seus cúmplices o castigo dos parricidas.

Carlos compreendeu que o seu trabalho seria estéril se não desse à sua Igreja sacerdotes dignos e capazes de cooperar com as empresas reformadoras, e fundou três seminários e algumas escolas apostólicas.

O zeloso arcebispo recorreu aos religiosos para ajudá-lo a evangelizar a diocese. Levou os padres da Companhia de Jesus para Milão e confiou-lhes a custódia da igreja paroquial de San Fidel. Teve também grande importância na educação cristã dos jovens, fundou escolas em Lucerna e Freiburg, e também chamou para dirigi-las os padres jesuítas, cujo mérito já havia apreciado em Milão.

Trouxe também alguns padres teatinos, aos quais deu a custódia da Abadia de Santo Antônio e, por fim, chamou os capuchinhos e deu-lhes a missão de evangelizar a região montanhosa da Suíça.

Tudo isto não foi suficiente para o zelo do Santo; para acabar com a audácia da licenciosidade e da heresia, ele reuniu seis concílios provinciais e onze sínodos diocesanos. Graças às disposições tão oportunamente ditadas por estas assembleias, a disciplina eclesiástica foi reavivada, vigorosa e exemplar, e pouco a pouco abusos antigos e arraigados desapareceram da diocese.

A PRAGA DE MILÃO DE 1576

Durante a lastimosa peste de Milão, São Carlos Borromeu visita aos pesteados e em pessoa percorre toda a cidade para administrar os últimos sacramentos aos moribundos, aliviar aos enfermos e ajudar em momento tão difícil a seus amados diocesanos, duramente provados pelo Senhor.

Apesar dos seus esforços, Carlos não conseguiu vencer todas as resistências e teve que anunciar os castigos divinos. Na cidade realizavam-se celebrações licenciosas, contra as quais o virtuoso prelado protestou em vão, mas ainda não tinham terminado quando a peste eclodiu em dois bairros da cidade. Com as primeiras notícias do contágio o príncipe, o governador e os magistrados municipais fugiram às pressas; o santo prelado ficou sozinho com o clero na cidade abandonada pelas autoridades civis. Em vão alguns instaram-no a deixar Milão, sob o pretexto de cuidar dos demais fiéis da diocese; o Santo certamente não era um “pastor mercenário” e queria participar na aflição das suas ovelhas.

 

Durante seis meses ele foi a providência dos pobres, dos moribundos e dos famintos. Vendeu suas joias, louças e outros objetos de prata para aliviar as necessidades dos desafortunados, cujo número aumentava a cada dia, e, como não bastasse, deu aos acometidos pela peste todos os móveis de seu palácio, suas próprias roupas e até a sua cama. Ele era frequentemente visto andando entre pilhas de cadáveres para levar a última cerimônia aos moribundos.

Ele visitou pessoalmente todas as casas e hospitais da cidade, sem precisar de ajuda. O número de pessoas que ele salvou da morte com esmolas é estimado em setenta mil.

Ao mesmo tempo, participava de orações públicas, ordenando a realização de procissões na cidade, a fim de afastar aquele flagelo. Ele próprio comparecia às cerimônias expiatórias, andando descalço, com uma corda grossa no pescoço e carregando um pesado crucifixo nas mãos. Com isto ofereceu-se a Deus em sacrifício e não deixou de gritar pelas ruas e praças: “Misericórdia, Senhor, misericórdia!” Finalmente o céu ouviu os apelos de Carlos e a peste cessou ao mesmo tempo em toda a diocese.

MORTE E CANONIZAÇÃO

Todos os anos o santo prelado fazia um retiro espiritual seguido de confissão geral. No outono de 1584 foi completar os exercícios no Sacro Monte de Varalo, onde havia um santuário construído em homenagem a Jesus Sofredor, e deles saiu extraordinariamente fervoroso, absorto em Deus e nas coisas eternas, e com o pressentimento de sua próxima morte.

No final de outubro teve uma febre que o obrigou a voltar a Milão. Antes, quis realizar uma fundação que lhe interessava muito, e foi de barco, deitado sobre um colchão, até à localidade de Ascona, perto de Locamo, onde presidiu à inauguração de um Seminário que mandara construir para os clérigos daquela região. Foi sua última empresa.

Como a doença continuava a aumentar, ordenou que fosse levado para Milão, onde esperava celebrar a sua última Missa pontifical no Dia de Todos os Santos. Mas teve que parar no caminho e só chegou a Milão no dia 3 de novembro, às duas da manhã. Ele mandou colocar um altar em seu quarto e uma imagem da agonia do Senhor no Jardim em sua cama. No dia 4 recebeu Viático e Extrema Unção e depois ordenou que o cobrissem com saco e cinzas, para que com estas armas pudesse dar o último combate ao inimigo comum.

Sabendo da sua condição os fiéis encheram as igrejas para implorar a cura do querido Pastor, e em seguida dirigiram-se às portas do palácio episcopal. Às três da tarde, os sinos anunciaram sua morte. Foi beatificado vinte anos depois e canonizado por Paulo V no Dia de Todos os Santos do ano de 1610. As relíquias sagradas são guardadas e veneradas na catedral de Milão.

 (EDELVIVES, El Santo de cada dia: volume 11-12, ano 1946, pp. 41-49)

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