ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA

SÃO CLEMENTE I

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SÃO CLEMENTE I

Papa e Mártir

III classe

Precisão de datas e ordem – Existem muito poucos detalhes de natureza verdadeiramente histórica relativos à vida de São Clemente. Foi Chefe da Igreja universal, como bispo de Roma, durante dez anos no final do primeiro século; mas não foi possível até agora precisar a época exata. Embora não seja tomado como absolutamente verdadeiro, é geralmente aceito que existem apenas dois pontificados entre o seu e o do Príncipe dos Apóstolos, crucificado em 29 de junho de 67.

Esses pontificados intermediários seriam o de São Lino, martirizado em 23 de setembro de 79, e o de São Cleto ou Anacleto, que recebeu a coroa dos mártires em 26 de abril de 90.

A ordem cronológica segundo a qual a Igreja recorda – no Cânon da Missa – os ditos primeiros três sucessores de São Pedro, é a anterior: Lini, Cleti, Clementis (Lino, Cleto, Clemente,…). Este arranjo, que parece ser o mais confiável, é o reconhecido por Santo Irineu.

Não faltaram autores que afirmaram ter sido São Clemente o sucessor imediato de São Pedro, ou, pelo menos, o seu segundo sucessor; mas tais opiniões não são mais aceitas hoje.

UM HOMEM APOSTÓLICO

Origem de São Clemente – Muitos autores concordam em afirmar que o nosso Santo pertencia à aristocracia romana e há até quem sustente que ele era parente de Tito Flávio Clemente – primo-irmão do imperador Domiciano -, mártir da fé ao terminar o seu primeiro ano de consulado (ano 95). Nada nos impede de dar crédito a tal opinião, nem há razão para rejeitar a ideia de que o santo Pontífice pudesse ser de condição humilde: um liberto ou filho de um liberto da casa do cônsul cujo nome levava. Sabe-se que nasceu em Roma, aos pés do Monte Célio, em data desconhecida.

Vocação e apostolado – Batizado por São Pedro, foi ordenado diácono pelo santo Apóstolo, que também lhe conferiu o sacerdócio e, pouco depois, o episcopado.

Trabalhou com São Paulo na difusão do Evangelho, principalmente na cidade de Filipos. O Apóstolo dos Gentios, na Epístola escrita aos Filipenses por volta do ano 63, recorda as obras de Clemente: “Protejei – escreve – as mulheres que trabalharam na propagação do Evangelho comigo, com Clemente e com outros coadjutores cujos nomes estão escritos no Livro da vida” (4, 3). Note-se, no entanto, que a identidade destas duas pessoas homónimas não está rigorosamente comprovada.

Mas esse detalhe não deve importar para a nossa história, pois a realidade histórica do personagem e os fatos fundamentais de sua vida aparecem como tema inquestionável.

É verdade que a reputação do futuro bispo de Roma cresceu à medida que o seu trabalho avançava, de modo que, tanto entre os seus colegas como na opinião daqueles que com ele se relacionavam, foi considerado eminente pela sua sabedoria e virtude, e um dos mais dignos representantes dos Apóstolos. Ter sido nomeado para o trono pontifício em tempos de tão grandes dificuldades demonstra a justeza dessa confiança.

ELEIÇÃO DE CLEMENTE

Ministério petrino – Clemente foi escolhido para governar a Igreja após o martírio de São Cleto. O Liber Pontificalis preservou-nos, em poucas palavras, as características deste pontificado:

“Clemente governou a Igreja durante nove anos, dois meses e dez dias… Reorganizou a Igreja de Roma, dividiu a cidade em sete zonas e confiou a custódia de cada uma a um diácono, assistente dos padres e do bispo. Nomeou também sete notários ou escrivãos, encarregados de redigir detalhadamente, de forma autêntica e fidedigna, as Atas dos Mártires.”

Esta, que era uma das principais preocupações do Pontífice, deveu-se a ter testemunhado as perseguições sangrentas que dizimaram as fileiras dos cristãos novos. A primeira delas, decretada pelo imperador Nero, contou entre as suas vítimas mais famosas as duas colunas da Igreja: São Pedro e São Paulo. Com a morte daquele tirano (68), seguiu-se algum tempo de calma e prosperidade enquanto durou o domínio da dinastia Flaviana.

Seus primeiros perseguidores – Segundo o testemunho de Santo Agostinho, a Igreja tinha “em Vespasiano e em seu filho os césares mais amáveis”. Este filho de Vespasiano, chamado Tito, tinha realizado a triste profecia de Jesus no ano 70 sobre a ruína de Jerusalém, cidade que suas tropas reduziram a escombros.

O historiador romano Suetônio chama isso de “o amor e as delícias da raça humana”. Porém, reinou apenas 26 meses (79-81) e teve como sucessor o cruel Domiciano (81-96), que ficou famoso por declarar a segunda perseguição por um édito do ano 95, quando Clemente já havia passado pela primeira nos cinco anos de seu pontificado. Deus concedeu à Igreja quase trinta anos de trégua para que pudesse recuperar as perdas e estar preparada para a era mais gloriosa dos mártires.

O APÓSTOLO SÃO JOÃO EM ROMA. MORTE DE DOMICIANO

São João lançado ao azeite fervente.

São João Apóstolo preso em Roma – Nessa época, Clemente recebeu, com extrema veneração, o último sobrevivente do Colégio Apostólico, São João, “o discípulo que Jesus amava”, que chegou a Roma carregado de correntes por ordem do imperador Domiciano e foi encerrado numa horrível masmorra. O martírio do santo Apóstolo começou pela flagelação; quando todo o seu corpo estava dilacerado e ensanguentado, eles o mergulharam em uma cuba de óleo fervente, mas o Senhor operou nele um grande milagre, removendo-o ileso da provação.

Exílio de São João – À vista de tão evidente prodígio, os espectadores ficaram atônitos e os juízes não ousaram impor novos tormentos ao santo ancião, que foi banido e condenado a trabalhar nas minas da ilha de Patmos. Durante este exílio, Deus revelou ao seu glorioso atleta os admiráveis ​​mistérios do Apocalipse – o último dos livros proféticos inspirados -, onde se lêem descrições aterrorizantes de Roma, “a grande Babilônia, embriagada com o sangue dos mártires” e do monstro que nela dominava, “a Besta destinada ao fogo”, como o chama corajosamente São João.

Para homenagear a memória daquele triunfo do santo Apóstolo, os cristãos construíram, perto da Porta Latina, no mesmo local onde foi atirado ao óleo fervente, uma igreja que é visitada por um grande número de fiéis, no dia 6 de maio, o dia em que a Igreja celebra a memória do seu martírio. Domiciano tornou-se tão odioso por suas crueldades que seus próprios oficiais e sua esposa conspiraram contra ele e o mataram em 18 de setembro de 96, quando ele tinha 45 anos.

Papa recluso – Clemente, que dirigia a barca de Pedro, ficou escondido por algum tempo durante a tempestade. Foi certamente guardado pela grande influência dos cristãos que, segundo a Epístola de São Paulo aos Filipenses (4, 22), já eram numerosos no palácio do imperador.

Porque é fato que, durante o império de Domiciano, a religião católica alcançou o próprio trono na pessoa do cônsul Tito Flávio Clemente, sobrinho de Vespasiano; de Flávia Domitila, prima de Domiciano, e seus dois filhos, adotados pelo imperador e confiados ao famoso retórico Quintiliano. Mas os sentimentos familiares não impediram que o cruel perseguidor se livrasse de todos os cristãos que descobriu em seu palácio.

A “PRIMA CLEMENTIS”. OBRAS APÓCRIFAS

Carta apostólica – Antes de confessar a fé com glorioso martírio, o Papa Clemente escreveu aos Coríntios uma admirável Epístola que por si só seria suficiente para justificar a denominação de “homem apostólico” com que a História Eclesiástica designa o seu autor. Esta famosa carta chama-se Prima Clementis, a primeira de Clemente, porque lhe foi atribuída outra Secunda Clementis – embora sem razão – da qual restam apenas raros fragmentos.

A Prima Clementis, documento de extraordinário valor, demonstra a autoridade de que gozava a Igreja de Roma no mundo cristão; oferece também preciosos documentos doutrinários, hierárquicos, disciplinares, litúrgicos e históricos sobre aquela época.

A autoridade do Papa – A circunstância em que foi escrito é interessante. Por volta dos anos 96-98, ou seja, no final do reinado de Domiciano e início do de Nerva, ocorreram dissensões entre os cristãos de Corinto. Esta comunidade, fundada pelo apóstolo São Paulo e por ele libertada do perigo de um cisma, ao ver-se novamente dilacerada por estas divisões internas, recorreu ao tribunal de Clemente. Ele escreveu uma resposta admirável que ordenou que fosse levada por três veneráveis ​​anciãos. Nela, ele pede aos rebeldes que mantenham o devido respeito e submissão aos seus legítimos pastores e exorta-os à concórdia, à paciência e à humildade, para que a paz reine entre eles.

Esta carta constitui uma prova clara da autoridade papal. O apóstolo São João ainda estava vivo e era o oráculo do Oriente; contudo, os coríntios levaram a sua causa não “ao discípulo que Jesus amava” – que então residia em Éfeso – mas à distante corte de Clemente, porque cabia a ele, como sucessor de São Pedro, governar a Igreja universal. .

Oração pelas legítimas autoridades – A carta afirma que os vários graus hierárquicos são de fundamento apostólico. Oferece também fórmulas admiráveis ​​para a oração pública e é bom que transcrevamos aqui o que a Igreja rezou pelo Estado, então representado por Neros e Domicianos. Dizia assim:

“Concedei-lhes, Senhor, saúde, paz, harmonia e estabilidade, para que exerçam sem impedimentos a autoridade que lhes conferiste. Pois somente Vós, Mestre Celestial, Rei dos tempos, dais aos filhos dos homens glória, honra e poder sobre as coisas da terra. Dirigi-os, Senhor!, pelo caminho do bem e segundo o que agrada aos Vossos olhos, para que, exercendo corretamente a autoridade que de Vós receberam, mereçam que Vós lhes sejas favorável, porque só Vós podeis fazer isso e derramai sobre nós benefícios ainda maiores.”

Como dissemos, Prima Clementis restaurou a paz entre os fiéis de Corinto. Roma começou assim a cumprir a sua missão providencial. A Roma cristã começou a demonstrar o gênio da autoridade, o espírito de ordem e disciplina, tão necessários à metrópole de um novo mundo.

Sobre este documento foi dito, e com razão, que ele é como a primeira página do Bulário dos Papas. Durante muito tempo foi lida nas igrejas como se liam as páginas dos Livros Sagrados, que inspiravam nos fiéis grande devoção à autoridade espiritual e disciplinar do Romano Pontífice, a quem – segundo uma célebre definição – devemos venerar como “Cristo na terra.”

Documentos apócrifos – Posteriormente, circularam vários documentos, especialmente no Oriente, que foram indevidamente blindados com a autoridade do Papa e, assim, outra Epístola ou homilia foi atribuída a ele como uma falsidade óbvia, talvez por Clemente de Alexandria ou pelo Papa São Sotero. Os outros escritos: Constituições Apostólicas, Epístolas às Virgens, Cânones Apostólicos, Reconhecimentos Clementianos, Epístolas de Clemente a Santiago, obras, sem dúvida, de falsificadores, testemunham a grande reputação que Clemente gozava naqueles tempos e a profunda marca que dele permaneceu na sociedade da época.

DESTERRO DE CLEMENTE. SUA MORTE

Denúncia contra Clemente – Uma vez assassinado o cruel Domiciano, os éditos de perseguição por ele promulgados não perderam relevância. Entre os muitos cristãos que foram vítimas deles, podemos contar com o nosso santo Pontífice, que teve muito mais cuidado com o rebanho confiado ao seu zelo do que com a sua própria segurança. E, quando ele estava no governo da Igreja há nove anos, eles o denunciaram como seu Chefe perante o Imperador Trajano (98-117).

Preso e levado perante seu juiz, Clemente declarou sua personalidade. Para não manchar as mãos com o sangue de um ancião venerado como pai dos pobres e consolador dos infelizes, condenou-o a trabalhar nas minas da península de Quersonese – hoje Crimeia.

Trabalho forçado nas minas – Clemente encontrou ali mais de dois mil cristãos condenados a trabalhar nas pedreiras de mármore. A sua presença foi um grande encorajamento para aquelas vítimas inocentes. Entre milhares de outros tormentos que sofreram os santos mártires, um foi a falta de água, que tiveram que carregar nas costas por mais de duas léguas. Comovido pelas lágrimas e sofrimentos daqueles ilustres exilados, nosso Santo pediu a Deus que tivesse compaixão de seus fiéis servos. O Senhor ouviu sua oração e fez brotar de uma rocha uma fonte de água abundante, fresca e saudável. Informado o imperador Trajano, despachou o presidente Aufídio com ordens estritas para conseguir, por qualquer meio, o retorno ao culto aos ídolos de todos aqueles, influenciados por aquele acontecimento extraordinário ou pelas pregações e ensinamentos de Clemente, que haviam abraçado a Religião cristã.

Martírio de São Clemente – Ao delegado imperial foi prometido um sucesso fácil na sua tarefa, mas a obra do santo Pontífice, fecundada pela graça, tinha-se enraizado nas profundezas das consciências. E embora tenha lutado para conquistar os neófitos através de insinuações, promessas e ameaças, teve de resignar-se a suportar um fracasso retumbante.

Diante disso, e para não privar o império da ajuda daquelas armas, resolveu punir a causa principal da sua derrota. E, tendo Clemente recusado a apostatar, mandou atirá-lo ao mar com uma âncora no pescoço.

UM TÚMULO EXTRAORDINÁRIO

Um túmulo feito pelos Anjos – Os algozes já haviam saído daquele lugar, e os cristãos continuaram sem tirar os olhos do lugar onde tinham visto desaparecer o seu amado Pai. “Rezemos juntos”, disseram Cornélio e Febo, “para que Deus nos devolva as relíquias do seu mártir”. Fizeram-no e imediatamente o mar, dobrando-se sobre si mesmo, recuou até revelar uma pequena capela de mármore. Com efeito, consta das Atas do Santo – escritos em grego no século IV – que sob as águas do mar estava o seu túmulo esculpido por Anjos, um milagre cuja memória está preservada num dos afrescos da basílica subterrânea de São Clemente em Roma.

Esta tradição admirável pode parecer poética e não faltaram objeções contra ela, mas ainda não foram apresentadas razões convincentes para rejeitá-la. Os historiadores acrescentam que os fiéis encontraram ali o corpo de São Clemente e, ao lado dele, a âncora que serviu para o seu martírio. Enquanto rezavam junto às relíquias, foram avisados ​​por revelação divina que, todos os anos, no dia do aniversário do martírio do santo Papa e nos sete anos seguintes, poderiam renovar a sua peregrinação. Na verdade, aquele prodígio se repetiu e a cada vez foram realizados numerosos milagres, de modo que logo não havia mais pagãos naquele país.

Um grande milagre – Mas o milagre que teve maior ressonância foi o seguinte, retirado de autores muito antigos. Um ano, um homem foi visitar o túmulo do santo mártir com sua esposa e filho; como já declinava o sétimo dia, saíram da capela, mas sem querer deixaram ali o pequeno, o céu dispondo aquele esquecimento que não parecia natural. E como o mar ocupou o seu leito habitual, tiveram que recuar com o coração trespassado pela dor. No ano seguinte, visitaram novamente o túmulo na esperança de conseguir recolher os restos mortais do menino. Assim que entraram na capela, encontraram-no caído, imóvel. Pouco depois acordou nos braços da mãe cheio de saúde e vida, como se tivesse dormido apenas uma noite. Os dois esposos ficaram muito tempo atordoados e surpresos; ao retornarem do espanto, explodiram em agradecimentos, bênçãos e louvores pela grandeza de Deus, que assim demonstrou a dignidade do nosso Santo.

A BASÍLICA ROMANA

Os restos mortais de São Clemente – Os restos sagrados de São Clemente foram descobertos no século IX por São Cirilo, irmão de São Metódio, grande apóstolo dos eslavos. A forma como puderam ter sido transferidos para lá do seu confinamento subaquático fez com que a versão referente a esse confinamento fosse posta em causa. Estas relíquias foram levadas para Roma no ano de 869 e depositadas pelo Papa Adriano II na Basílica de São Clemente. Em Roma existe uma igreja dedicada ao Santo.

A basílica de São Clemente – Na verdade, é composta por três construções sobrepostas. Ao entrar nas caves da basílica subterrânea, descoberta em 1857, avista-se um amplo edifício cujas paredes, grandes massas de tufo, parecem remontar à época republicana e talvez à dos reis. Atrás daquela parede maciça há duas câmaras de tijolos.

Na abóbada de um deles é possível admirar decorações do século II. A conservação desta cripta levou a crer que seria uma lembrança de São Clemente, de cuja sala faria parte. Só assim se justificaria que o Monte Célio fosse escolhido para a construção de uma igreja em sua homenagem.

A este respeito, escreve João Baptista Rossi: em tempos de perseguição, a Igreja reunia os fiéis em casas que, quando transformadas em basílicas depois da paz de Constantino, conservaram o nome dos seus antigos proprietários. Se quem acolheu os fiéis obteve a honra dos altares após a sua morte, a basílica foi dedicada à sua memória e culto. Tal é a origem das igrejas de Santa Pudenciana, Santa Cecília e muitas outras; e tal também, segundo a opinião de Rondinini, é a de São Clemente.

No tempo de Constantino foi construída uma basílica sobre o oratório primitivo, que São Jerônimo declara ter visto antes do ano 385. O concílio que condenou Pelágio reuniu-se ali em 417, e ali permaneceram os restos mortais dos santos Cirilo e Metódio até que em 1084 a destruíram os normandos. As ruínas ficaram abandonadas até 1108. Nesta data, o Papa Pascual II mandou reconstruí-la segundo o plano atual. Clemente XI, no século XVIII, modificou um pouco mais o edifício. Em 1857, escavações lideradas por Monsenhor Tizzani limparam a basílica de Constantino, revelando um conjunto de pinturas notáveis ​​dos séculos VIII e IX.

O CULTO

A festa do Papa São Clemente foi elevada a rito duplo em 1804, por Pio VII, e é celebrada na Igreja Romana no dia 23 de novembro, no dia 25 na Igreja Greco-Ruta e no dia 1º de dezembro entre os coptas. Para promover a devoção ao seu santo antecessor, o Papa Pio X concedeu em 3 de maio de 1907 que todos os sacerdotes que vão em perefrinação a Roma, nos dias de rito duplo podem celebrar a Missa de São Clemente no altar deste santo Pontífice na igreja que leva o seu nome.

Os artistas representam São Clemente de três maneiras diferentes: fazendo jorrar uma fonte no local indicado pelo cordeiro que lhe apareceu naquela ocasião; com a âncora que foi o instrumento de sua tortura, ou repousando sobre um túmulo cercado pelas ondas.

É o padroeiro da península da Crimeia, da cidade de Velletri e de Sevilha, cidade reconquistada aos mouros em 23 de novembro de 1248, aniversário da morte gloriosa do santo Pontífice.

(EDELVIVES, El Santo de cada dia: volume 11-12, ano 1946, pp. 231-239)

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