ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA

SÃO DIOGO DE ALCALÁ

13nov2:01 pm2:01 pmSÃO DIOGO DE ALCALÁ

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SÃO DIOGO

Confessor

III classe

Diogo nasceu na pequena cidade de San Nicolás del Puerto, na diocese de Sevilha. Seus pais eram pobres. Perto de San Nicolás havia um santo sacerdote eremita. Diogo conseguiu ser admitido como discípulo, mesmo sendo ainda muito jovem, e a partir daí começou a imitar as austeridades e práticas devocionais de seu mestre. Juntos cultivavam uma pequena horta e trabalhavam na fabricação de colheres, garfos e outros utensílios de madeira.

Depois de alguns anos, Diogo teve que voltar para casa; mas pouco depois tomou o hábito de irmão leigo num convento de Frades Menores Observantes, em Arrizafa. Depois da profissão, os seus superiores enviaram-no para a missão da sua Ordem nas Ilhas Canárias, onde trabalhou com sucesso na educação e conversão do povo. Em 1445 foi nomeado guardião do convento de Fuenteventura, que era o principal das Canárias, embora fosse apenas um irmão leigo. Quatro anos depois, regressou a Espanha e viveu com grande fervor e meditação em vários conventos dos arredores de Sevilha. Em 1450, um jubileu foi celebrado em Roma. Como naquele ano ocorreu a canonização de São Bernardino de Sena, muitos franciscanos afluíram à Cidade Eterna.

Diogo, que acompanhou lá ao P. Alonso de Castro cuidou dele durante sua doença. A diligência com que atendeu o enfermo chamou a atenção dos seus superiores, que lhe confiaram o cuidado da enfermaria do convento Ara Coeli, onde havia muitos frades doentes. São Diogo desempenhou essa função durante três meses, e dizem que milagrosamente restaurou a saúde de vários doentes. Passou os restantes treze anos da sua vida em Espanha, especialmente nos conventos castelhanos de Salcedo e Alcalá.

Em 1463, ainda em Alcalá, ocorreu a sua última doença. Quando já estava morrendo, pediu uma corda como as que os franciscanos usam para se cingir, colocou-a no pescoço, pegou o crucifixo nas mãos e pediu perdão a todos os seus irmãos. Imediatamente, fixando o olhar no crucifixo, repetiu com grande ternura as palavras do hino da cruz: “Dulce lignum, dulces clavos, Dulce pondus sustinet” e entregou pacificamente a sua alma a Deus. Era 12 de novembro.

Durante a sua vida já lhe foram atribuídos vários milagres, que se multiplicaram após a sua morte. Filipe II, que obteve um milagre por intercessão do Irmão Diego em nome de seu filho, solicitou a sua canonização. Isso aconteceu em 1588.

(BUTLER Alban de, Vida de los Santos: vol. IV, ano 1965, pp. 325-326)

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