ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA

SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS

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SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS

Apóstolos

II classe

A Igreja celebra a festa destes dois Santos Apóstolos no mesmo dia, e não sem razão. Estão associados nas listas evangélicas que levam os nomes dos membros do Colégio Apostólico, e juntos trabalharam na vinha do Senhor nos últimos anos do seu laborioso apostolado. Juntos colaboraram na conversão persa e, provavelmente, no mesmo dia usaram a gloriosa coroa do martírio, na própria Pérsia ou na Armênia. Parece muito natural, então, que a Igreja não os separe na sua liturgia, e que ofereça a ambos o culto correspondente no aniversário do seu nascimento para o céu. Os fiéis gostam de invocá-los separadamente, por motivos e circunstâncias diferentes, pois a devoção dos fiéis atribuiu, ao longo dos séculos, a cada um um poder especial de intercessão.

Encontramos muito poucas novidades no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos a respeito dos nossos dois Santos, e devemos aderir a elas ao longo desta biografia. Examinando a lista dos doze Apóstolos trazida pelos evangelistas São Mateus (10, 2-4) e São Marcos (3, 16-19), observaremos que o nome do Apóstolo Simão é acompanhado, no texto da Vulgata, pelo apelido de cananeu (em grego, cananeus). Segundo São Jerônimo e outros exegetas dos primeiros séculos, este epíteto de cananeu significaria que Simão era natural de Caná da Galiléia. Mas não parece admissível, porque este adjetivo tem o mesmo significado da palavra aramaica quanana, da qual deriva, e que significa “inflamado de zelo” ou Zelador (Guardião). São Lucas compreendeu-o perfeitamente: por duas vezes – no seu Evangelho (6, 15) e nos Atos dos Apóstolos (1,  13) – chama-o Simão Zelotes (zeloso), e não Simão o Zelotes, embora esta palavra tenha em Hebraico ambos os significados. Simão, o Zeloso ou Guardião, é, portanto, segundo o Evangelho, o verdadeiro nome deste Santo Apóstolo.

O adjetivo Zelotes deve ser entendido no sentido de zelo extremamente ardente pela causa de Deus, e não como sinônimo de filiação à seita dos Zelotas, apaixonados por um zelo feroz e excessivo pela independência absoluta de Israel.

O Evangelho une o nome de Simão ao de Judas, a quem São Mateus e São Marcos chamam de “Tadeu”, isto é: “homem intrépido ou corajoso”. Alguns exegetas acreditam que o Apóstolo Simão é aquele a quem São Mateus se refere quando diz (13, 55): “Não são seus parentes (de Jesus) Tiago, José, Simão e Judas?” Neste caso seria primo de Nosso Senhor e irmão de Tiago Menor e de São Judas; tal parentesco parece-nos duvidoso, no entanto.

São Simão é, dos Doze, aquele que menos conhecemos. Diz-se que ele compôs o décimo artigo do Credo dos Apóstolos: “Creio no perdão dos pecados”. Não podemos afirmar com absoluta certeza qual foi o seu campo de apostolado. Segundo a tradição que inclui o Breviário Romano, pregou no Egito e em Cirene, e mais tarde, associado a São Judas, na Mesopotâmia e na Pérsia, onde, como já dissemos, conquistou a coroa de mártir.

Há autores que o apresentam embarcando num dos portos africanos com destino à Grã-Bretanha, antes de se mudar para a Ásia; mas para os Bolandistas, tal evangelização é pura lenda.

SÃO JUDAS, PRIMO DO SENHOR

Este Santo Apóstolo é conhecido por vários nomes; o de Judas é o verdadeiro. Para distingui-lo do seu homônimo, o traidor, São Lucas o chama assim: “Judas, irmão de Tiago”; e São João deste outro: “Judas, não o Iscariotes” (14, 22). São Mateus e São Marcos só o conhecem como Tadeu, e em muitos manuscritos gregos lê-se: “Lebeo, chamado Tadeu”; parece que Lebeo estaria no original de São Mateus; esses dois apelidos tornam-se sinônimos na língua hebraica e significam “homem sábio e generoso”. Com isto fica claro que os Evangelistas queriam evitar confusão entre este Santo Apóstolo e o prevaricador, Judas Iscariotes. Por isso acrescentaram um determinante ao nome que ele tinha ao ingressar no Colégio Apostólico. Se acreditarmos nos Atos de Tadeu, obra apócrifa dos primeiros séculos, o nome de Tadeu lhe foi dado pelo santo Precursor quando o batizou. Segundo uma obra grega do século V, São Judas é um dos setenta e dois discípulos, chamado Tadeu ou Adai.

Seja como for, é certo que este glorioso Apóstolo era filho de Cléofas ou Alfeu – irmão do bem-aventurado patriarca São José – e de Maria, irmã ou parente próximo de Nossa Senhora, Mãe de Deus. Seus irmãos, e primos de primeiro grau de Jesus Cristo, eram Tiago, o Menor, primeiro bispo de Jerusalém, José e Simão. O Evangelho de São Mateus os chama de “irmãos” do Senhor, mas devemos saber que entre os hebreus esta palavra tem um significado muito amplo e pode referir-se a graus de parentesco bastante distantes. A verdade é que São Judas e Tiago Menor eram parentes distantes do Salvador e descendentes da família real de Davi.

Durante a perseguição de Domiciano, foram feitas buscas para encontrar os descendentes de São Judas, porque pertenciam à família de Cristo ou do Ungido: isto é registrado pelos historiadores Eusébio e Hegésipo. Finalmente os deixaram em paz, porque, embora fossem descendentes de sangue real, não os consideravam perigosos para o Império Romano.

Antes de seguir a Cristo, São Judas era um honesto agricultor, como lemos num escrito dos séculos IV ou V, intitulado Constituições Apostólicas: “Não haja ninguém ocioso entre os fiéis”, diz ele. Se alguém não quer trabalhar, não deveria comer. Pedro e os outros Apóstolos eram pescadores; Judas, irmão de Tiago, era fazendeiro. Ele era casado e tinha dois filhos; Hegésipo, um historiador de meados do século II, discute seus descendentes.

APÓS O MESTRE – ÚLTIMA CEIA DO SENHOR

Em nenhuma passagem dos Evangelhos os achamos quando e como São Judas foi chamado ao apostolado, e o mesmo se pode dizer dos seus irmãos. Este silêncio tem sido interpretado por alguns autores da seguinte forma: Os escritores sagrados consideravam inútil falar do que todos sabiam, pois era muito natural que as frequentes relações dos filhos de Cléofas com Jesus, sustentadas por muito tempo, fizesse deles os primeiros discípulos do Salvador. Os evangelistas São Mateus e São Marcos atribuem a São Judas o décimo lugar entre os membros do sagrado Colégio e nomeiam-no antes de Simão; São Lucas, ao contrário, atribui-lhe o penúltimo lugar e menciona-o diante do prevaricador. Nestas listas, como no Cânon da Missa, os nomes dos Santos Apóstolos Simão e Judas estão sempre juntos, sem que se saiba ao certo por que o primo-irmão do Senhor o seguia constantemente nas suas andanças apostólicas, mas não há menção dele até a noite da Ceia, enquanto Jesus proferia seu admirável sermão. Entremos no Cenáculo e ouçamos o Divino Mestre. Ele acaba de prometer aos seus discípulos a sua própria assistência e presença, juntamente com a do Pai e do Espírito Santo.

Ele mesmo permanecerá com eles; o mundo não O verá, porque a sua vida será espiritual, mas os seus discípulos O verão, porque viverão essa mesma vida espiritual, e então conhecerão o segredo dessa união com o Pai: “Sabereis”, diz Ele: “que Eu estou em meu Pai, e que vós estais em Mim, e Eu em vós”; mas esta união não será apenas pela fé, mas principalmente pela caridade: “Quem recebeu os meus mandamentos e os observa, esse é quem me ama. E quem me ama será amado por meu Pai, e Eu o amarei e me manifestarei a ele” (João 14, 21).

Embora Jesus fosse muito claro em suas exposições, elas esbarravam na natural grosseria de seus discípulos, habituados, por outro lado, aos critérios tradicionais do povo. Assim, então, o santo primo do Senhor ficou muito surpreso e surpreendido, porque tanto ele como os demais discípulos e todos os judeus acreditavam que o Messias apareceria com grande pompa e majestade, que iria de triunfo em triunfo conquistando todos os povos e, finalmente, que todos viessem a prostrar-se rendidos a seus pés. E assim, tomou a liberdade de perguntar a Jesus: “Senhor, que razão há para que te manifestes a nós e não ao mundo?” Ao que o Divino Mestre respondeu: “Quem me ama observará a minha doutrina, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada” (João 14, 23). Com palavras tão explícitas, Jesus quis fazê-los compreender que o Senhor se manifesta com luzes interiores às almas que o amam e guardam a sua palavra: então as três Pessoas da Santíssima Trindade vêm até elas e estabelecem nelas a sua morada permanente. Mas o mundo não ama Jesus; em si mesmo ele é essencialmente um inimigo de Deus e O odeia; portanto, Jesus não pode manifestar-se a ele, porque o amor é uma condição necessária para que Deus venha à alma.

O Senhor não exclui ninguém do seu reino, mas para entrar nele é necessário vestir a veste nupcial da caridade divina. Devem ser louvados os desejos de São Judas de que a glória de Jesus Cristo brilhe como o sol esplêndido no mundo inteiro e o seu reino se estenda a toda a grande família humana; mas esta glória é visível e eficaz apenas para os justos, para aqueles que são discípulos do Salvador em espírito e em verdade, para aqueles que manifestam seu amor por Ele pela prática de sua doutrina e de seus mandamentos.

OBRAS APOSTÓLICAS

Os autores eclesiásticos divergem muito na hora de transcrever as tradições relativas à vida e ao apostolado de São Judas. Segundo Nicéforo Calisto, ele deve ter começado a semear a semente evangélica na Judéia, Samaria e Iduméia. Outros dizem que ele pregou primeiro na África e depois continuou na Líbia; mas a maioria escreve que a Mesopotâmia foi o seu primeiro campo de apostolado e que depois do martírio de Tiago ele regressou a Jerusalém. Segundo Santo Agostinho, este Santo Apóstolo formulou o décimo primeiro artigo do Credo: “Creio na ressurreição da carne”. Acredita-se que após ter recebido o Espírito Santo, ele teria evangelizado as regiões ou países vizinhos daqueles que foram doutrinados pelo Príncipe dos Apóstolos, já que em sua epístola canônica São Judas combate os mesmos hereges que São Pedro revela em sua segunda epístola. O Martirológio Romano e o Breviário dizem que ele pregou o Evangelho na Mesopotâmia. Dali, obedecendo ao impulso do seu zelo, foi junto com São Simão levar a boa nova ao país dos Persas.

A EPÍSTOLA DE SÃO JUDAS

Nosso Santo Apóstolo não se limitou ao ensino oral do nome de “Judas, servo de Cristo e irmão de Tiago”.  Pertence ao grupo das católicas, por tê-la dirigido, não a uma Igreja particular, mas a todas em geral; nela ele fala especialmente aos judeus convertidos.

Ele deve tê-la escrito antes de sua viagem à Pérsia e também antes da destruição de Jerusalém pelos romanos, pois não faz nenhuma alusão àquele terrível castigo que, dado o seu texto e o seu objeto, ele necessariamente teria mencionado se já tivesse ocorrido quando São Judas estava escrevendo. Supõe-se que ele provavelmente a publicou por volta do ano 70. Foi traduzida para o latim no século II e é citada repetidamente pelos escritores eclesiásticos mais antigos, como Tertuliano, Clemente de Alexandria e outros. Nas Igrejas Romana e Africana foi considerada um escrito de inspiração divina.

Dirigiu-a às Igrejas da sua jurisdição e a outras pelas quais tinha especial interesse. Nela ele exorta os novos judeus convertidos a lutarem bravamente pela fé. Advirta-os para tomarem cuidado com certos homens ímpios ou falsos médicos que secretamente se intrometeram no rebanho do Senhor, e transformaram a liberdade que Deus nos dá em licenciosidade desenfreada. Como Sodoma e Gomorra, entregam-se ao pecado hediondo, negam Jesus Cristo, nosso único soberano e Senhor, desprezam a autoridade, blasfemam contra a majestade, mostram-se arrogantes, suas bocas vomitam insultos, falando de coisas que não entendem; e assim continua desmascarando os impostores que o próprio divino Mestre anunciou. Esses hereges, meteoros errantes, nuvens sem água, árvores outonais e infrutíferas, receberão o seu castigo; Deus os confundirá como fez com outros ancestrais, de acordo com o Antigo Testamento e as tradições judaicas.

Através desta epístola conhecemos um detalhe interessante que não aparece em nenhum dos outros livros inspirados; e o facto é que, enquanto o demônio tentava apoderar-se do corpo de Moisés, cujo túmulo o Senhor tinha confiado a São Miguel, o Santo Arcanjo impediu-o de fazê-lo enquanto dizia aquelas palavras que os sacerdotes repetem diariamente no final da Missa: “Subjugue-o, Deus”.

Esta epístola é, acima de tudo, uma exortação moral e não um tratado doutrinário. Contudo, contém as verdades fundamentais da fé cristã, a saber: a necessidade de acreditar no Evangelho e em Jesus Cristo para ser salvo, de guardar os mandamentos e de não seguir as doutrinas e exemplos de homens corruptos e perversos.

EVANGELIZAÇÃO DA BABILÔNIA E DA PÉRSIA

Trazem ante os Santos Apóstolos Simão e Judas dois tigres furiosos que desolavam o país e que ante eles se portaram como mansos cordeiros. Com isso se converteram à fé de Cristo muitos pagãos que imediatamente foram batizados, com grande raiva dos sacerdotes dos ídolos.

Acredita-se comumente que os dois Santos Apóstolos Simão e Judas levaram as pessoas ao Senhor, vindo Deus em seu auxílio com milagres notáveis; juntos eles também foram coroados pelo martírio. Detalhes mais ou menos autênticos do seu apostolado e da sua morte são lidos num escrito do século VI, intitulado Histórias Apostólicas, que é uma compilação de lendas referentes aos Apóstolos. Alguns têm sabor antigo e, embora apócrifos, ainda contêm coisas verdadeiras. A legenda de São Simão e São Judas fala de um certo Obadias, hebreu e companheiro dos dois Apóstolos, a quem consagraram bispo da Babilônia, e que mais tarde escreveu as obras prodigiosas que os dois Santos realizaram no reino da Pérsia.

Segundo o pseudo Obadias, os missionários evangélicos entraram na Pérsia quando Baradac, general dos exércitos babilônicos, entrou em guerra contra os índios invasores. Baradac queria saber de seus deuses o propósito do empreendimento; para tanto, consultou os sacerdotes pagãos, adivinhos e mágicos que o acompanhavam, mas foi em vão, porque assim que os Santos Apóstolos chegaram ao acampamento persa, os demônios que se encontravam na Pérsia foram silenciados. Lá eles reuniram uma grande multidão antes de dar respostas aos mágicos e adivinhos. Disto ficou maravilhado, quis saber a causa, que, segundo um ídolo muito venerado, não era outra senão a presença dos dois estrangeiros recém-chegados, e acrescentou que o poder destes homens de Deus era tão formidável que nenhum demônio poderia falar em sua presença.

Baradac ordenou que os Santos Apóstolos fossem trazidos, mas estava convencido de que eram bons homens. Estes deram licença aos demônios para responder, e, pela boca dos seus ministros, garantiram que a guerra seria longa e sangrenta. Então os Santos disseram a Baradac: “Não há motivo para temer, porque tudo isso é pura mentira; amanhã, à terceira hora, embaixadores dos índios virão pedir-lhe paz e se colocarão em suas mãos, e farão o que você quiser”. A predição dos discípulos de Cristo foi cumprida pontualmente, e Baradac quis matar os sacerdotes pagãos; mas os nossos bem-aventurados intercederam por eles, dizendo: “Não viemos a este reino para tirar a vida de ninguém, mas para dá-la a muitos”.

Baradac e o rei ficaram muito impressionados com estes acontecimentos, e como resultado os missionários do Evangelho receberam total liberdade para pregar e organizar a religião cristã na Babilônia. Com sua pregação, vida exemplar e grandes milagres – entre outros, transformar dois tigres muito ferozes em mansos como cordeiros – obtiveram inúmeras conversões; o próprio rei, toda a corte e Baradac também receberam o batismo.

Uma vez organizada a Igreja na cidade de Babilônia, eles foram pregando pelas principais cidades da Pérsia, onde, com grandes esforços e não poucas dificuldades e privações, ganharam muitas almas para Deus. Mas aproximava-se o tempo de ir receber o prêmio prometido pelo divino Mestre aos bons servos, às testemunhas fiéis da sua missão divina.

MARTÍRIO DOS DOIS APÓSTOLOS

Se acreditarmos nos Atos apócrifos, já mencionados, seu martírio foi verificado da seguinte forma: Quando chegaram à cidade de Suanir, dois magos, sacerdotes do Sol e da Lua, revoltaram a população contra eles com truques e calúnias, e, quase arrastados, levaram Simão ao templo do Sol, e Judas Tadeu ao templo da Lua para que pudessem adorar os ídolos. Eles recusaram, como não poderia deixar de acontecer; eles oraram e, para provar aos idólatras que Jesus Cristo era o único Deus verdadeiro, ordenaram que os demônios saíssem das estátuas e do templo. Imediatamente houve um terremoto, os ídolos caíram e se despedaçaram.

A raiva que os sacerdotes e a população receberam disso foi tão grande que atacaram os Santos com ímpeto e fúria, e os despedaçaram. É tradição que o corpo de São Simão tenha sido serrado ao meio e, portanto, na iconografia cristã ele é representado com uma serra na mão. Quanto ao santo primo do Senhor, parece que foi crucificado e depois morto por flechas e porretes. Geralmente é representado com uma cruz invertida, ou também com uma lança ou facão, e uma clava; às vezes carrega uma imagem de Jesus Cristo.

Não se sabe o ano do seu martírio, mas certamente foi antes da perseguição de Domiciano. O Martirológio Romano marca seu nascimento para o céu em 28 de outubro.

A história de Obadias, primeiro bispo da Babilônia, conta que o rei desta cidade, que era cristão, ao saber da morte dos Santos Apóstolos, mandou levar seus corpos sagrados para a capital, e construiu para eles um suntuoso templo, onde permaneceram até serem transferidos para Roma, provavelmente quando os maometanos conquistaram a Pérsia. Hoje são venerados na Basílica de São Pedro.

São Judas Tadeu é o padroeiro de Magdeburgo e de outras cidades. Tomaram São Simão como protetor os serradores; e em Auvernia (França) é o padroeiro dos surradores [curtidores, de curtume], o que se deve à homonímia de seu nome com o do surrador de Jope, que hospedou em sua casa o Príncipe dos Apóstolos.

São Judas é invocado sobretudo em casos urgentes e desesperadores; estranho patrocínio para o qual foram dadas muitas explicações conflitantes; uma das mais aceitáveis ​​é a oportunidade inesperada com que ele e seu companheiro resgataram o exército de Baradac de uma situação crítica.

O ofício destes Apóstolos, como o dos outros, aparece nos antigos sacramentários. Se apenas um dos dois for o titular da igreja, os dois serão celebrados separadamente.

 


(EDELVIVES, El Santo de cada dia: ano 1946, pp. 583-591)

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(Sábado) 2:01 pm - 2:01 pm