ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA

NOVENA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

NOVENA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

ORAÇÕES INICIAIS PARA TODOS OS DIAS

De pé.

INÍCIO

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Senhor, apressai-Vos em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia.

De joelhos.

Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremus.

DEUS, qui corda fidelium Sancti Spiritus illustratione docuisti: da nobis in eodem Spiritu recta sapere, et semper consolatione gaudere. Per Christum Dominum nostrum.

Oremos.

DEUS, que instruístes o coração de Vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que, no mesmo Espírito, conheçamos o que é reto, e gozemos sempre as suas consolações. Por Cristo, Nosso Senhor.

R. Amém. R. Amém.

ORAÇÃO PREPARATÓRIA

Todos: Ó Espírito Santíssimo, eterno abraço e divino ósculo, com que o Pai e o Verbo entre si se unem e se amam; fonte perene de graças celestiais, incêndio dos corações amantes, semeador de conselhos sábios e propósitos santos, amigo dulcíssimo das almas; a minha, Senhor, por misericórdia vossa vos deseja, vos invoca e vos busca, para que como vivo fogo a purifiqueis de suas manchas. Dignai-vos de infundir-vos no meu interior, e de penetrar minhas potências, fazendo-as capazes das vossas consolações. Purificai a minha memória, enchendo-a de pensamentos santos; ilustrai meu entendimento, comunicando-lhe celestiais luzes, que o façam meditar muito vivamente na grandeza da vossa divina Pessoa: e inflamai a minha vontade, de sorte que abrasada de todo no vosso amor, vos consagre este obséquio com afetuoso fervor e devotíssima ternura. Acendei e santificai, ó Divino Espírito, os meus afetos, para que com os mais puros e abrasados do meu coração vos adore, ame e me faça digno de vossos santíssimos dons, que com a maior ânsia desejo, e que com profunda humildade vos peço. Amém. 

De pé.

HINO

V. Ó Espírito Santíssimo,

Divino Consolador,

Descei lá do Céu para dar-nos

Riquezas do vosso amor.

 

R. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, Dom de sapiência

Ensinar-me a distinguir

A verdade da aparência.

 

V. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, ó Dom de ciência,

Dispor-me para que seja

Digno da vossa assistência.

 

R. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, Dom do entendimento

Fazer que de todo ponha

Só em vós meu pensamento.

 

V. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, Conselheiro amante,

Fazer que despreze o mundo,

Pois é falso e inconstante.

 

R. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, Dom de fortaleza,

Fazer que na vossa fé

Tenha invencível firmeza.

 

V. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, Dom de piedade,

Nesta divina virtude

Inflamai minha vontade.

 

R. Vinde, Divino Espírito,

Vinde, Dom de caridade,

Inspirar-me o amor do próximo

E o desprezo da maldade.

 

V. Vinde, Divino Espírito,

Dar-me um santo temor,

Para que toda a culpa

Tenha minha alma horror.

 

R. Vinde, Divino Espírito,

Inflamar meu coração,

Vinde ensinar-me o caminho

Que conduz à salvação.

 

V. A vós, Divino Espírito,

Nossas preces oferecemos,

Como benigno aceitai-as

Ainda que não o merecemos.

 

R. Encaminhai nossas obras,

Regei os nossos pensamentos,

Para que sejam conformes

Com os vossos mandamentos.

 

V. E já que do Céu viestes

Ver-nos, amoroso Bem,

Fazei que lá vamos ver-vos,

Nessa mesma glória. Amém.

 ORAÇÕES PARA CADA DIA

 1º DIA: O ESPÍRITO SANTO EM NÓS

 De pé.

ORAÇÃO

Todos: Meu Deus, até aqui nada fiz por vós, que tão grandes coisas haveis feito por mim. Ah! quanto a minha frieza vos deve mover a rejeitar-me! Peço-vos, ó Espírito Santo, santificai-me. Aquecei o meu coração gelado, e inflamai-me com o desejo de vos agradar.

Renuncio todas as minhas satisfações, e antes quero morrer do que vos dar ainda o menor desgosto. Vós vos dignastes de aparecer sob a forma de línguas de fogo; consagro-vos a minha língua, para que não vos ofenda mais. Esta língua me destes, ó Deus meu, para vos louvar, e dela me tenho servido para vos ultrajar, e levar os outros também a vos ofender! Arrependo-me de toda a minha alma.

Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida vos honrou tanto pela sua língua, fazei que doravante não cesse de vos honrar, celebrando os vossos louvores, invocando-vos muitas vezes, falando da vossa bondade e do amor que mereceis. Amo-vos, meu soberano Bem, amo-vos, ó Deus de amor!

Ó Maria, queridíssima Esposa do Espírito Santo, obtende-me este fogo divino.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. É uma graça singular que esta Pessoa divina se digne habitar em nós. É o Espírito Santo mesmo que vem morar nos nossos corações, e isto está escrito em cada pagina do Novo Testamento.

Se há uma coisa para admirar é que nós cristãos e católicos que temos no coração a luz da Fé e nas mãos as santas Escrituras, cheguemos algumas vezes à metade de nossa existência e talvez ao fim de nossa vida sem sequer nomear o Espírito Santo quando falamos sobre a Santíssima Trindade.

É possível que ignoremos a divina presença do Espírito Santo em nós? Lastimável ignorância! Não temos consciência das operações contínuas da graça, do efeito da presença do Espírito Santo em nossas almas. Insensibilidade criminosa!

Se há uma coisa que deve nos envergonhar, uma coisa que devia nos lançar de joelhos com o rosto em terra, é que, durante o correr do dia, vivemos como se o Espírito Santo não existisse; somos como os efésios, que quando o Apóstolo lhes perguntava se já tinham recebido o Espírito Santo depois que abraçaram a fé, responderam: Nós nem sabíamos que havia Espírito Santo (At 19,2).

Nós vivemos no mundo e somos mundanos; vivemos sobre a terra e as coisas da terra nos tornam terrestres; vivemos para o prazer, para o comércio, para o dinheiro, para a leviandade, para a satisfação de nossa vontade própria.

Se há uma verdade preciosa e doce que devemos conhecer e contemplar, uma verdade que ofereça interesse mais do que ordinário e contenha de alguma forma a medula do cristianismo, uma verdade frequentemente lembrada nos Livros sagrados, e, no entanto, deixada quase na sombra por quem tem o dever de pregar ao povo, é seguramente o dogma tão piedoso quanto consolador da presença e da habitação do Espírito Santo nas almas justas.

Eusébio conta de Leônidas, pai de Orígenes, que durante a noite, enquanto o seu filho dormia, o piedoso cristão, que logo seria martirizado, se aproximava de seu filho, e beijava-lhe com respeito o peito como um santuário do Espírito Santo.

V. Não contristeis o Espírito Santo.

R. Não resistais ao Espírito Santo. Não extingais o Espírito.

De pé.

Todos: Purificai, Senhor, nosso corpo e nosso coração com o fogo do Espírito Santo; fazei que vos sirvamos na castidade do corpo e na pureza do coração. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

2º DIA: A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

 De pé.

ORAÇÃO

Todos: Santo e divino Espírito, creio que sois verdadeiramente Deus, e um só Deus com o Pai e o Filho. Adoro-vos e reconheço-vos por autor de todos os dons celestes; de vós recebi as luzes pelas quais reconheci o mal que fiz ofendendo-vos, e quanto sou obrigado a vos amar; graças vos dou, e me arrependo sumamente de vos haver ofendido. Mereci ser abandonado nas minhas trevas, mas vejo que ainda não me abandonastes.

Ó Espírito eterno, continuai a esclarecer-me; fazei-me conhecer cada vez mais a vossa bondade infinita, e dai-me a força de vos amar, no futuro, de todo o meu coração; ajuntai graça à graça, para que, cedendo ao vosso poder vitorioso, me sinta suavemente obrigado a vos amar com exclusão de todo outro objeto. Eu vos suplico pelos merecimentos de Jesus Cristo. Amo-vos, ó meu soberano Bem, amo-vos mais do que a mim mesmo. Quero ser todo vosso; recebei-me e não permitais me afaste mais de vós.

Ó Maria, minha Mãe, assisti-me sempre pela vossa intercessão.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O Espírito Santo é comparado a uma fonte de água viva e também a um fogo ardente: O fons vivus, Ignis, Charitas!

A água é vida. Na natureza a água circula como o sangue nas nossas veias. Quer ela brote do seio da terra ou se arroje das montanhas em torrentes, ou caia do céu em chuva, é a água que fertiliza a terra. Sem ela, a terra mais rica permanece estéril. Onde há água a vida resurge, a semente germina, a seiva circula nas plantas. A água faz o oásis surgir no deserto!

A ação da água na natureza nos faz compreender a ação da graça nas almas. A graça santificante, como a água, purifica, refresca e vivifica. As almas santas são comparadas a “jardins fertilizados por águas vivas”, a “arvores vicejantes plantadas na beira das águas”. A água fertiliza a terra, mas é o sol que faz a seiva levantar, que dá á flor seu brilho e á fruta seu sabor.

Nas sagradas Escrituras, o homem justo é comparado à palmeira: “o justo florescerá como a palmeira”. A palmeira para florescer deve possuir água e sol em abundância, pois a estes dois elementos deve a vegetação tropical a sua vida.

Assim, o fogo é também principio de vida. O fogo não somente vivifica, mas purifica, ilumina e inflama. É o símbolo do trabalho da graça nas nossas almas, nos três graus de vida purgativa, iluminativa e unitiva.

O fogo torna o ferro flexível e, ao mesmo tempo que torna maleáveis os metais duros, dá ao giz que o artista modelou a consistência de pedra. Da mesma forma, o Espírito Santo amolece os corações endurecidos pelo vício e dá às almas fracas a energia e o vigor, como o fez com os Apóstolos em Pentecostes.

O Espírito Santo ilumina, vivifica, é luz para o coração: lumen cordium, e, por isso, é princípio de união. A fé nos aproxima de Deus, mas o amor nos une a Ele. “Eu vim para lançar fogo à terra”, disse Nosso Senhor, este fogo que é a caridade, o amor.

A Nicodemos, Jesus declara que: “Se o homem não renascer da água e do Espírito Santo, não entrará no reino de Deus” (João 3,5) e São João Batista pregou que o Messias batizaria “no Espírito Santo e no fogo”. Vede! Água, fogo, e sempre o Espírito Santo. Este batismo de fogo, receberam-no os Apóstolos no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre eles em línguas de fogo.

V. A alma não está tão unida ao nosso corpo.

R. Quanto o Espírito Santo está unido com a nossa alma.

De pé.

Todos: Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe as nossas ações: a fim de que sempre por vós comece e por vós termine toda nossa oração e ação. Por Cristo, Nosso Senhor.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

3º DIA: DOM DO TEMOR DE DEUS

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Meu Jesus, dir-vos-ei com a Samaritana: Dai-me desta água do vosso amor, para que, esquecendo a terra, viva daqui em diante só para vós, ó amável Infinito.

Regai o que é seco. A minha alma é uma terra seca, que não produz senão abrolhos e espinhos de pecados; dignai-vos de inundá-la com as águas da vossa graça, para que produza algum fruto para a vossa glória, antes que a morte me arrebate deste mundo.

Ó fonte d’água viva, ó Bem supremo, quantas vezes vos deixei pelas águas lodosas que me privaram da vossa graça! Antes morrer que vos ofender! No futuro, não quero mais buscar nada fora de vós. Ó meu Deus, socorrei-me e fazei vos seja eu fiel.

Ó Maria, minha esperança, cobri-me sempre com o vosso manto.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O orgulho é o grande obstáculo à nossa perfeição. É o orgulho que nos leva a resistir a Deus, a nos perder. Quem nos salvará de tão grande perigo? Quem nos dará a humildade? O Espírito Santo, infundindo em nós o dom de temor.

O dom de temor nos dá o profundo sentimento da grandeza e da soberana Majestade de Deus, em cuja presença somos como o nada. Praticamente, nos mostra em Deus o Mestre onipotente, o Legislador.

Um dos erros do modernismo é alterar as verdades da Religião; o livre pensador glorifica o pecado e nós o julgamos com menos severidade, exalta as paixões e nós as desculpamos, nega o Inferno e nós o imaginamos menos terrível do que é. Assim, o salutar temor do juízo de Deus morre nas almas.

Temer a Deus não significa ter medo d’Ele. Este temor de Deus, dom do Espírito Santo, nos torna apreensivos em ofender a nosso Pai celeste, em contristá-lo nas mínimas coisas: Temor que aumenta à medida que aumenta o amor.

O Espírito Santo nos faz conceber quão grande é este Deus que a Fé revela e nos leva a nos inclinar diante de sua Majestade: é a adoração. Penetra e excita no coração um sentimento de segurança, de abandono nas mãos de um Deus onipotente: é a confiança. Influi sobre a vontade e a move a servir sempre um Mestre tão perfeito: é a fidelidade. Desce ao íntimo da consciência inspirando o sentimento de compunção, tornando-a delicada, receosa em ofender a Deus.

É neste harmonioso conjunto de respeito, confiança, fidelidade e compunção que consiste o dom de temor.

Os frutos do dom de temor são a modéstia, a temperança e a castidade.

V. Bem-aventurados os pobres de espírito.

R. Porque deles é o reino dos céus.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom do temor de Deus, para que eu me lembre sempre, com suma reverência e profundo respeito, a Vossa divina presença, trema como os próprios anjos diante da Vossa divina majestade e nada receie tanto como desagradar-Vos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

4º DIA: DOM DA FORTALEZA

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Não quero mais viver para mim mesmo, ó santo e divino Espírito; em vos amar e agradar quero empregar tudo o que me resta de vida. A este fim vos peço me concedais o dom da santa oração: vinde ao meu coração, e vós mesmo ensinai-me a praticá-la como importa; dai-me a força de não deixá-la por tédio no tempo da aridez; dai-me o espírito de oração, ou a graça de sempre orar e fazer orações as mais agradáveis ao vosso divino Coração.

Pelos meus pecados me havia perdido; mas por tantos sinais da vossa ternura, reconheço que quereis a minha salvação e santificação; sim, quero santificar-me para vos agradar e amar mais a vossa infinita bondade. Amo-vos, ó meu soberano Bem, meu amor, meu tudo, e porque vos amo, dou-me todo a vós.

Ó Maria, minha esperança, protegei-me.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O dom da fortaleza comunica à alma uma coragem sobrenatural, uma energia divina, que a torna capaz de enfrentar as dificuldades, os sofrimentos, as tentações, os perigos, as tristezas e as provações de que é cheia a vida do homem nesta terra.

O dom da fortaleza nos torna capazes de empreender e de agir. É um movimento sobrenatural que dá à alma um especial controle sobre os sentidos e a natureza, é a tenacidade no bem. É o dom que faz as grandes almas, os corações nobres e os caracteres heroicos.

Agir e sofrer: eis a vida. Agir para Deus é a fonte da vida sobrenatural, sofrer pelo amor de Deus é o segredo da perfeição. É o dom da fortaleza que sustenta a alma contra os assaltos do inimigo infernal, contra o espírito do mundo que menospreza a virtude e rejeita a pobreza, a castidade e a humildade.

Todas as maravilhas de coragem, constância, abnegação, penitência e resignação são devidas ao dom da fortaleza. Se multidões de almas de sua livre vontade procuraram a cruz e carregando-a não a acharam demasiado pesada, devem isto ao dom da fortaleza; porque todo nosso ser se revolta contra o sofrimento. Para suportá-lo é preciso uma energia de vontade, um império sobre si mesmo que não estão na nossa natureza e que só a graça pode dar.

Está em contradição com o dom da fortaleza o respeito humano, unido a uma certa covardia que se intimida diante do juízo mundano.

Seus frutos são: a longanimidade, que não se cansa de praticar o bem, a paciência que suporta todas as provações, e a alegria que é a primeira recompensa dada pelo Espírito Santo a quem pode dizer como São Paulo “combati o bom combate”.

V. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.

R. Porque serão saciados.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom da fortaleza, para que despreze todo o respeito humano, fuja do pecado, pratique a virtude com santo fervor e afronte com paciência, e mesmo com alegria de espírito, o desprezo, o prejuízo, as perseguições e a própria morte, antes de renegar por palavras e obras a Jesus. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

5º DIA: DOM DA PIEDADE

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Ó meu Deus, quantas vezes fiz a minha vontade em detrimento e desprezo da vossa! Disto me aflijo mais do que de todos os males. Daqui por diante quero de todo o coração vos amar e obedecer: Falai, Senhor, o vosso servo vos escuta. A vossa vontade será sempre o meu único desejo, o meu único amor.

Ajudai a minha fraqueza, ó Espírito Santo! Vós sois a mesma bondade; como, portanto, posso amar outra coisa que a vós! Conjuro-vos, Deus meu, a vós prendei, pelos laços do vosso santo amor, todos os meus afetos: renuncio tudo para dar-me a vós sem reserva. Aceitai-me e socorrei-me.

Ó Maria, minha Mãe, em vós confio.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O dom do temor nos cura do orgulho, já o dom da piedade é derramado em nossas almas para combater o egoísmo, segundo obstáculo à nossa união com Deus. Este dom da piedade nos mostra Deus como um Pai muito bom e suscita em nossas almas um desejo ardente de lhe agradar. Faz-nos doces e confiantes para com este Pai celeste, quando precisamos pedir-lhe um favor ou confessar-lhe uma falta. Entretém em nossos corações relações de amor para com a Santíssima Virgem a quem consideramos uma Mãe terníssima e poderosa medianeira, para com os Anjos e Santos que temos como protetores e advogados. Infunde em nós o amor a todos os homens, sobretudo aos pobres e humildes.

Há uma falsa piedade que é uma caricatura da verdadeira; é superficial, estreita, falha de sentimentos generosos e de ideias elevadas, escrava de fórmulas e palavras; piedade farisaica que se interessa mais com os objetos da piedade do que com a virtude, que pratica os conselhos e negligencia os preceitos, se ocupa de trabalhos supérfluos e esquece os impostos pelos dever, piedade de rotina, suspeita, sentimental, perdida num vago misticismo, que se acomoda a tudo, meio mundana, meio cristã.

A piedade será para nós questão de temperamento?

Naturezas impressionáveis fazem consistir a piedade em sentimentalismo; naturezas ardentes no zelo exterior; a piedade dos fracos se limita a não ofender os outros.

Será lógica a nossa piedade? Teremos em nós uma mistura de devoção e dissipação, misticismo em nossas ideias e trivial idade em nossa vida, sentimentalidade espiritual e grande covardia diante do dever?

Há inúmeras almas piedosas, como as multidões da Galileia. Elas se comprimiam em volta de Nosso Senhor, mas, de todas, só uma mulher pobre e humilde tocou o Senhor com fé e confiança. “Quem me tocou?” perguntou Jesus. Respondeu São Pedro: “Senhor, as multidões vos cercam e Vós perguntais ‘quem me tocou?’”, e Jesus disse: “Alguém me tocou, porque uma virtude saiu de mim”.

Como os raios do sol, o dom da piedade é luz, calor e vida, e se compõe de fé, amor, e força; vai a Deus sem constrangimento; é o sentimento religioso em toda a sua delicadeza. É menos um ato de obediência imposto ao servo que uma prova de ternura em que se compraz o filho.

Os frutos que produz a piedade são: a alegria espiritual e as doçuras da caridade.

V. Bem-aventurados os mansos.

R. Porque possuirão a terra.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom da piedade, que tornará delicioso o meu trato e colóquio Convosco na oração e me fará amar a Deus com íntimo amor como a meu Pai, a Maria Santíssima e a todos os homens como meus irmãos, em Jesus Cristo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

6º DIA: O DOM DO CONSELHO

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Deus da minha alma, digo que vos amo, mas que faço pelo vosso amor? Nada. É, então, um sinal de que não vos amo, ou amo muito pouco.

Meu Jesus, enviai-me o Espírito Santo, que me venha dar a força de sofrer e fazer alguma coisa pelo vosso amor antes da minha morte. Amadíssimo Redentor meu, não permitais que eu morra neste estado de frieza e ingratidão em que tenho vivido até hoje: concedei-me a graça de amar os sofrimentos, depois de tantos pecados que me tornaram digno do Inferno.

Ó meu Deus, todo amor, desejais habitar na minha alma donde tantas vezes vos expulsei; vinde, estabelecei nela a vossa morada, dominai nela e fazei-a toda vossa. Amo-vos, ó meu Salvador! E, já que vos amo, comigo estais, como São João me afirma: Aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Se, pois, estais comigo, aumentai em mim as chamas de vosso amor, fortificai as felizes cadeias que me prendem a vós, para que sejais o único objeto dos meus desejos, das minhas diligências, do meu amor, e, assim unido convosco, não me separe jamais do vosso amor. Ó meu Jesus, vosso quero ser, e todo vosso.

Ó Maria, minha Rainha e advogada minha, alcançai-me o santo amor e a perseverança.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O dom de conselho produz na ordem sobrenatural o que a prudência faz na ordem natural. Ensina a julgar os homens e as coisas com o espírito cristão e mostra-nos a maneira de tratar santamente a todos. Dirige cada um em particular com uma discrição em que se unem a força e a suavidade fazendo-o falar ou calar, agir ou esperar, segundo os tempos, os lugares e as circunstâncias.

O dom do conselho leva a distinguir entre duas coisas boas e justas qual é a melhor, a mais elevada, a mais agradável a Deus.

Ao barco duvidoso no mar revolto, é necessário um piloto esclarecido que conheça a rota segura, por entre rochedos e perigos. Assim, a alma iluminada com o dom de conselho discerne os meios e vê claramente o seu caminho, para segui-lo com confiança, embora seja árduo, estéril ou repugnante. Não receia o zelo indiscreto que empreende mais do que pode realizar, ficando assim salva da agitação e da inconstância.

Os mandamentos e os preceitos do Evangelho marcam a fronteira de nossas obrigações morais, e nos traçam a vereda ordinária da salvação. Mas, se os mandamentos bastam para nos livrar da perdição, não nos libertam suficientemente das perplexidades e preocupações da vida.

Uma regra mais estrita é exigida: é a dos conselhos evangélicos. Não é obrigatória. Se é apontada para todos, só para alguns é especialmente proposta. Há no Evangelho paginas de misteriosa significação que só penetram aqueles que têm o dom de conselho. É o tesouro escondido do Evangelho.

Os frutos deste dom são: a docilidade e a obediência em seguir em todas as ocasiões os conselhos do Espírito Santo.

V. Bem-aventurados os misericordiosos.

R. Porque alcançarão misericórdia.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom do conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais seja do Vosso agrado, siga em tudo a Vossa divina graça e saiba socorrer o meu próximo com bons conselhos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

7º DIA: DOM DA CIÊNCIA

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Quereis-me todo para vós, ó meu Deus, bem o vejo. Tantas vezes vos expulsei da minha alma, e não vos dedignais de nela entrar e unir-vos a mim. Tomai agora posse de todo o meu ser; dou-me inteiramente a vós; aceitai-me, ó meu Jesus, e não permitais viva daqui por diante um instante sequer sem o vosso amor.

Vós me buscais, e eu não busco senão a vós; quereis a minha alma, e ela só a vós quer; vós me tendes amor, e eu também vos tenho; pois assim é, prendei-me tão perfeitamente convosco, que não me aparte mais de vós.

Ó Rainha do céu, em vós ponho a minha confiança.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O dom da ciência ensina aos homens as verdades da fé, a prática das virtudes cristãs, dando-lhes o verdadeiro conhecimento de seus deveres. Retifica e amadurece nosso raciocínio e nos torna capazes de discernir o bem do mal.

A fé é a luz de nossas almas. Pelo dom da ciência, o Espírito Santo faz brilhar esta virtude de maneira a dissipar nossas trevas; esclarece as duvidas e expele o erro. A alma iluminada fica ciente do pouco valor deste mundo, este mundo variável e traidor, que promete mais do que dá.

O dom de ciência nos ensina a ver Deus nas suas obras, a ler no grande livro da natureza o poema escrito por Deus, porque toda criatura é uma palavra deste poema divino, uma espécie de sacramento, um sinal visível que contém um fragmento da ideia de Deus.

Os Santos descobrem nas criaturas tudo o que elas revelam de Deus, de seu poder, sabedoria, e bondade, porque as obras de arte proclamam bem alto o seu autor. Na harmonia do universo percebemos os traços do Criador, a marca de seus passos, a impressão de sua mão, o eco de sua palavra, o reflexo de seu pensamento, a radiação de seu amor.

O dom de ciência também aumenta o poder intelectual dos sábios, e ilumina os gênios. Nos iletrados dá e esclarece o bom senso, mais valioso que o arrogante conhecimento dos sábios. A ciência, o sentido do sobrenatural, é para a alma o que a luz do sol é para os olhos, o que o conhecimento humano é para a mente. Aqueles que não possuem este dom são como os cegos que têm meios limitados de percepção: falta-lhes um sentido, e um aspeto do mundo lhes escapa.

O fruto deste dom é uma esclarecida que nos ajuda a usar das criaturas sem os lastimáveis desvios.

V. Bem-aventurados os que choram.

R. Porque serão consolados.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom da ciência, para que conheça cada vez mais a minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma, e para que veja sempre claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de as evitar. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

8º DIA: DOM DO ENTENDIMENTO

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Dulcíssimo Jesus, muito me haveis obrigado a vos amar, muito vos custou obter o meu amor: ingratíssimo, pois, seria eu, se vos amasse pouco, ou dividisse o meu coração entre vós e as criaturas, depois que por mim derramastes o vosso sangue e sacrificastes a vossa vida!

Quero desapegar-me de tudo, e pôr só em vós todos os meus afetos; mas muito fraco sou para executar esta resolução; vós, que me inspirais, dai-me a força de levá-la a efeito.

Amadíssimo Jesus meu, feri o meu pobre coração com a suave seta do vosso amor, para que não cesse de arder no desejo de vos possuir e consumir-me de amor para convosco. A vós procure sempre, só a vós deseje, a vós ache sempre. Ó meu Jesus, só a vós quero, e nada mais. Fazei que eu repita sem cessar durante a minha vida, e sobretudo na hora da minha morte: Meu Jesus, só a vós quero e nada mais.

Ó Maria, minha Mãe, concedei-me seja Deus de hoje em diante o único objeto dos meus desejos.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O dom da inteligência nos dá a percepção clara, o sentido íntimo das verdades divinas. Consiste numa iluminação que nos torna capazes de penetrar profundamente as verdades sobrenaturais, não de um modo obscuro, mas por uma espécie de intuição que vê como transparentes as palavras e os símbolos.

A alma contempla o objeto de sua fé, como si possuísse um novo sentido, e com olhos que se abriram para a luz de um mundo mais elevado. “Intellectus” vem de “intus legere” que significa penetrar o espírito da letra. A alma dotada da inteligência se sente dilatada por esta clareza, esta luz, que lhe aumenta a fé, a esperança e a caridade. Sente-se impressionada de um modo novo pela leitura do santo Evangelho, acha um sentido desconhecido nas palavras do Salvador, compreende melhor o fim dos sacramentos, sente-se comovida pelos ritos profundos da Liturgia e atraída pela vida dos Santos, que lhe causa grande edificação.

O dom da inteligência, assim como o da sabedoria, completa a obra da perfeição, e nos conduz á contemplação. Esta atração para a vida contemplativa não depende das condições materiais da existência, e não é o privilégio das almas enclausuradas. Encontra-se às vezes numa alma operária, numa camponesa, numa mãe de família, pois, a graça da contemplação não é fruto da ciência, mas antes da humildade de espírito e da pureza de coração.

O fruto do dom da inteligência é uma fé luminosa.

V. Bem-aventurados os puros de coração.

R. Porque verão a Deus.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom do entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, entenda bem as sublimes verdades da salvação e da doutrina da santa religião. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

9º DIA: DOM DA SABEDORIA

De pé.

ORAÇÃO

Todos: Deus meu, no passado, não a vós, mas a mim mesmo é que busquei, e para me satisfazer, apartei-me de vós, que sois o bem supremo. Mas Jeremias me consola assegurando-me que sois só bondade para os que vos buscam (Lm 3, 22).

Amadíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz vos deixando, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio tudo, e escolho-vos para único objeto dos meus afetos. Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por vós suspiro.

Vinde, ó Espírito Santo, e o vosso divino fogo em mim consuma todo o afeto de que não sois o objeto; fazei-me todo vosso, e tudo vença para vos agradar.

Ó Maria, minha advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações.

Sentados.

MEDITAÇÃO

O dom da inteligência nos conduz à sabedoria, assim como o conhecimento é o primeiro passo para o amor. Conhecendo a excelência de uma coisa, desejamo-la.

O Espírito Santo é luz e calor, é amor e verdade ao mesmo tempo. O dom da sabedoria é ligado ao da inteligência, enquanto ao objeto que numa é mostrado, e na outra é possuído. O dom da sabedoria é bem interpretado pela etimologia da palavra sapiência: “sapere”, saber bem, sentir o gosto, provar as coisas divinas, estimar o valor das coisas pelo sabor.

O dom da sabedoria consiste na experiência do coração que possui o dom divino, e se compraz na sua posse. Com efeito, a sabedoria é o amor puro, é santidade, é a ultima palavra da perfeição, resumidas neste grito do Salmista: “Oh! provai e vede como o Senhor é suave”.

O dom da sabedoria está em nossos corações, possuindo nós a graça santificante, e cresce, à medida que formos fiéis e dóceis às inspirações divinas. Os que têm mais facilidade de adquirir o dom da sabedoria são os pobres, cuja condição gera a simplicidade, amesquinha e aniquila o orgulho que é o grande obstáculo à nossa união com Deus. Depois dos pobres, são as crianças batizadas, pois as suas almas ainda não foram manchadas, nem seus corações obscurecidos pelo pecado.

Quando a Sabedoria incriada, o Filho de Deus, veio a este mundo, ela tocou em muitas coisas com suas mãos divinas: os doentes, os aflitos, os famintos, os moribundos, as crianças; o pão que benzeu e dividiu no deserto; a dor e o sofrimento; enfim, abraçou-as na Cruz. Jesus deixou em tudo o que tocou um perfume, uma doçura, que só percebem aqueles que possuem o dom da sabedoria. A Sabedoria é o antegosto da nossa felicidade eterna, é a suprema perfeição da alma em sua união com Deus.

O fruto deste dom é uma estima singular da sabedoria divina.

V. Bem-aventurados os pacíficos.

R. Porque serão chamados filhos de Deus.

De pé.

Todos: Divino Espírito Santo, concedei-me o dom da sabedoria, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do Vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu a tudo o que é mundano, e me una para sempre a Cristo, sofrendo neste mundo por seu amor. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Vinde, Espírito Santo, fazei de minha alma o vosso templo.

R. E derramai sobre mim os vossos sete Dons.

ORAÇÕES FINAIS PARA TODOS OS DIAS

De joelhos.

ORAÇÃO

Todos: Ó Espírito Santo, que no solene dia de Pentecostes descestes de repente sobre os Apóstolos, reunidos no Cenáculo, como em formas separadas de línguas de fogo, e assim iluminastes as suas mentes, inflamastes os seus corações e fortalecestes as suas vontades, para que, daí em diante, fossem eles por todo o mundo, e, corajosa e confiantemente, proclamassem em todos os lugares a doutrina de Cristo e a confirmassem com o derramamento de seu sangue, renovai, nós Vos suplicamos, o maravilhoso derramamento de Vossa graça também em nossos corações.

Concedei, nós Vos suplicamos, que nós, respondendo constantemente aos suaves impulsos da Vossa graça e fazendo o bem com ânimo constante, mereçamos um dia receber a grande recompensa da glória eterna. Amém.

CONCLUSÃO

V. Spiritus Sancti gratia. V. Que a graça do Espírito Santo.
R. Illuminet sensus et corda nostra. R. Ilumine nossos sentidos e nossos corações.
V. Dómine, exáudi oratiónem meam. V. Senhor, ouvi minha oração.
R. Et clamor meus ad te véniat. R. E chegue até Vós o meu clamor.

Oremus.

ADSIT nobis, quaesumus, Domine, virtus Spiritus Sancti: quae et corda nostra clementer expurget, et ab omnibus tueatur adversis. Per Dominum nostrum Iesum Christum Filium tuum: Qui tecum vivit et regnat in unitate eiusdem Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum.

Oremos.

Ó SENHOR, nós Vos suplicamos, enviai sobre nós o poder do Espírito Santo; que Ele purifique misericordiosamente nossos corações e nos proteja de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do mesmo Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos.

R. Amen. R. Amém.
V. Dómine, exáudi oratiónem meam. V. Senhor, ouvi minha oração.
R. Et clamor meus ad te véniat. R. E chegue até Vós o meu clamor.
V. Benedicámus Dómino. V. Bendigamos ao Senhor.
R. Deo grátias. R. Graças a Deus.
V. Fidélium ánimæ per miseri-córdiam Dei requiéscant in pace. V. Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amen. R. Amém.

 

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